terça-feira, 26 de novembro de 2013

Rezamos com o papa Francisco


Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso «sim»
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.
Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Batista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.
Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida
que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.
Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos,
rogai por nós.
Amém. Aleluia!

 Papa Francisco

Leia Evangelii Gaudium, exortação apostólica do papa Francisco em
http://paulinascomunica.blogspot.com    Evangelii Gaudium

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Conheça os Blogs Paulinas





Conheça, acompanhe e divulgue os Blogs Paulinas:

Mestra Tecla Merlo
http://mestrateclamerlo.blogspot.com

Leitura Orante
http://leituraorantedapalavra.blogspot.com

Vocacional
http://www.blogpaulinas.blogspot.com

Casa de Oração
http://paulinascoracao.blogspot.com

Nos Passos de Paulo
http://www.nospassosdepaulo.com.br

Cristo em Vós
http://viverecomunicarcristo.blogspot.com

Revista Família Cristã
http://revistafamiliacrista.blogspot.com/

Testemunhas
http://testemunhasdoreino.blogspot.com/

Paulinas Comunica
http://paulinascomunica.blogspot.com.br/

Rainha dos Apóstolos
http://mariarainhadosapostolos.blogspot.com.br/

Catequese
http://comunicacatequese.blogspot.com/

Foco
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Carisma Paulino
http://carismapaulino.blogspot.com.br/

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Espiritualidade do Santuário Rainha dos Apóstolos



A “Espiritualidade do santuário”, é assim descrita pelo Padre João Roatta, em seu livro Jesus Mestre (o Fundador a fez sua, transcrevendo um pequeno trecho no opúsculo Maria: Discípula e Mestra, dezembro de 1959: cf. CISP 1350):
“Este santuário surge no centro das casas paulinas, constituindo o coração de toda a instituição. As várias famílias residentes em Roma passam por aí durante o dia todo e também nas horas noturnas, na maravilhosa cripta, para o contato vital com o Mestre, vivo no tabernáculo. A realidade muito simpática é esta: as famílias paulinas vão ao santuário receber Jesus do seio da Virgem-Mãe. Esta obra-prima arquitetônica, que é o santuário da Rainha dos Apóstolos, cria um esplêndido ambiente mariano. O tabernáculo onde reside o Mestre nasce sobre um altar de onde surge uma solene obra artística da Virgem: de um lado a imagem da Imaculada, em contraste com o pecado original; do outro lado, Maria emerge da criação, “primogênita antes de toda criatura”, como obra-prima da Criação, como flor do universo: uma bela flor esculpida próxima da Virgem reforça este pensamento. Da flor, o fruto: de fato, no tabernáculo encontramos o fruto do seio da Virgem, Jesus, o formador das pessoas...”


O Santuário é o fruto da fidelidade a uma promessa feita no início da desastrosa Segunda Guerra Mundial, com seus 55 milhões de mortos. No entanto, nenhum membro da Família Paulina morreu por causa do conflito. De fato, “o lugar da promessa está mais ou menos no centro da igreja construída; e está demarcado no círculo assinalado no pavimento e circunscrito pelas palavras lapidares: ‘No final do ano mariano – saídos incólumes da terrível guerra – os filhos oferecem à Mãe, em cumprimento da sua promessa – a 8 de dezembro de 1954’” (CISP 596).

O Fundador traçou o esquema inicial e seguiu atentamente todas as fases do projeto e da realização arquitetônica; deu o tema aos artistas, conduzindo-os espiritualmente na árdua tarefa; toda a estrutura tem, como alma, um tema doutrinal vastíssimo e unitário: “Maria, mãe espiritual da humanidade”.
O projeto foi do arquiteto Leo Favini e do engenheiro José Forneris, que realizou também a obra; colaboraram para a decoração algumas entre as mais expressivas figuras da arte italiana: o professor Santágata firmou os afrescos da grande cúpula; o mosaico da cripta é do professor Pedro Gaudenzi; os escultores, Teófilo Raggio e Attilio Selva, autores dos baixosrelevos, dos frontais etc.; o grande ícone da Rainha dos Apóstolos é obra do professor Henrique Gaudenzi e do professor Sérgio Sala.

O Santuário, porém, tem objetivos bem claros, descritos pelo Fundador no dia da Dedicação do Santuário, na fervorosa “hora de adoração” (8 de dezembro de 1954):
1.Centro de oração para as vocações: “Vocações para todos os apostolados, vocações para todos os
Institutos religiosos, vocações para todos os seminários...”
2. O dom do Espírito sobre nós, apóstolos: “Para estes operários do Evangelho, obtende o Espírito Santo que é o Espírito de Jesus. Seja renovada, para eles, a festa de Pentecostes”.
3. Frutos de vida, frutos de apostolado: “Assisti, acompanhai, aplainai os passos e assegurai abundantes frutos para estes operários do Evangelho”.
4. Fonte de apostolado completo: “O mundo somente será salvo se acolher Jesus, como Ele é: toda a sua doutrina, toda a sua liturgia”.
5. Abundância de graças: “Concede a todo aquele que entrar neste templo para pedir-te graças, que saia contente por ter sido atendido”.
6. Grande influência social: “Tu, ó Maria, tens uma missão social”, isto é, proteger a família, a sociedade religiosa, a Igreja, a sociedade das Nações, a verdadeira civilização.
7. Caminho do céu: os episódios da vida de Jesus e de Maria “indicam-nos por quais caminhos devemos passar, para chegarmos ao céu”.

Pontos para reflexão
– Cf. CISP 462-464; 589-600; 645; 1350-1351.
– R.F. Espósito, A dimensão cósmica ... pp. 40 ss.; 60ss.
– Cf. As orações da Família Paulina, pp. 235-260.
– Cf G. Perego, “O Santuário...” pp. 77-132. 188
Fonte: Catequese Paulina, p. 183-184

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Maria, mãe das vocações


Durante toda a vida, Padre Alberione chamou a atenção para o problema vocacional que ele considerava “o maior problema do mundo”. Ele movimentou todas as forças possíveis em torno deste problema fundamental, chamando para esta causa Maria, que se torna assim, a três títulos: “Mãe de todas as vocações”.  

1. Aceitou e viveu bem a própria vocação: “Aprender a aceitar a vontade de Deus, a aceitar a vocação. Maria compreendia que este seu Filho seria morto na cruz e que ela sofreria muito. Aceitar a vocação: aceita-se a vocação cada dia. Recitar a fórmula é um minuto, mas aceitá-la com os fatos é mais difícil” (Pr RA 185). 

2. Cuidou da mais bela vocação: “Maria acolheu, nutriu, acompanhou a mais bela vocação, Jesus. Assistiu- o até à morte e o apresentou na Ascensão” (PP II, 66). 

3. Cuidou e cuidará, em todos os tempos, de todas as vocações: “Nas boas vocações, Maria está presente, escolhendo as belas flores do jardim da Igreja e levando-as a Jesus” (UPS IV, 272). 

Sempre atento às necessidades apostólicas da Igreja, Padre Alberione compreendeu que o problema 184 das vocações era “um problema fundamental e vitalíssimo” (CISP 110, 736), “o problema número um” (CISP 176), “o mais urgente e o mais difícil” (CISP 1028). A sua resposta se concretizou mediante uma tríplice intervenção: 

1. Com a fundação do Instituto Rainha dos Apóstolos para as vocações, cujo escopo é ajudar os jovens no amadurecimento de sua vocação: “Para as vocações, Maria é Mãe, Mestra e Rainha, por sua própria especialíssima vocação. Suscitar grande número de almas apostólicas, dando-lhes Maria como condutora! Eis o ideal que está nos desígnios de Deus e que está de acordo com o Coração de Jesus Mestre” (HM VIII, 68-69). 

2. Com a União primária “Oração, sofrimento e caridade por todas as vocações”, sob a proteção de Maria Rainha dos Apóstolos. 

3. Com a construção do Santuário da Rainha dos Apóstolos como centro de oração e de interesse pelas vocações. 

Pontos para reflexão 
• Os meios para uma eficaz pastoral vocacional, indicados pelo Fundador, são três:
– oração;
– viver em plenitude e alegria a própria vocação;
– ação externa pelas vocações (cf. Pregações para as Pias Discípulas, em 1963, n. 110-113).

Fonte: Catequese Paulina, p. 183-184

sábado, 25 de maio de 2013

Maria, Virgem e Mãe


Se, na visão de Maria Apóstola, Padre Alberione vê a função das Filhas de São Paulo associadas de perto ao apostolado sacerdotal, na função de Maria Virgem e Mãe ele vê a presença específica das Pias Discípulas e das Irmãs Pastorinhas, cujo serviço é colocado ao lado do homem-sacerdote-apóstolo. Coloca em ação a prática do colégio apostólico, no qual Maria e as mulheres desenvolviam uma parte indispensável de presença, de conforto, de oração, de maternidade e de amparo. 

A indissolubilidade, que liga Maria à Igreja, foi uma redescoberta do Concílio Vaticano II, no qual Maria é considerada “Virgem e Mãe de Cristo e de todos os viventes” (LG 63). É um conceito proveniente da teologia patrística e da tradição das Igrejas primitivas e que é retomado na teologia joanina sobre Maria. 

Se “pela sua fé e obediência Maria gerou neste mundo o próprio Filho de Deus, sem contato com homem, mas recoberta pela força do Espírito Santo, como nova Eva, acreditando não na antiga serpente, mas sem nenhuma hesitação no mensageiro de Deus...” coopera com amor de mãe “para a regeneração e formação dos filhos de Deus” (LG 63), assim também a Igreja – sobretudo hierárquica e a parte formada pelos consagrados – “é ao mesmo tempo mãe e virgem: é mãe pelo sentido do amor, é virgem na integridade da fé devota. 
Ela gera povos, que são, porém, membros de uma só pessoa, da qual ela é ao mesmo tempo corpo e esposa, também nisso comparável àquela única Virgem Maria, porque esta, entre tantos, é a mãe da unidade” (Santo Agostinho, Sermão 192; PL 38, 1012 D). 

Eis, pois, as características profundas da virgindade- maternidade de Maria: 

a. Virgem em atitude de escuta, 
b. Virgem Mãe, 
c. Virgem em oração, 
d. Virgem em atitude de oferta. 

Essas características são ressaltadas no documento “Marialis cultus” de Paulo VI (nn. 16-22). 

A virgindade e a maternidade de Maria qualificam, em síntese, a vida de Maria como serviço. Padre Alberione demonstra tê-lo compreendido muito bem quando define o apostolado: “Ser virgens e mães. E quanto mais formos puros ou purificados, tanto mais se realizará o apostolado de Maria, tornado atual e eficaz”. 

Nesse serviço, ele vê Maria como primeira “pia discípula”: “Maria, fidelíssima à sua missão, começou de imediato a viver como pia discípula do exercício sacerdotal na Igreja nascente” (IA III, 96-97). 

Não somente isso, mas também como primeira “pastorinha”: “A primeira a cooperar com o ministério pastoral de Jesus foi Nossa Senhora. Se Jesus pregava o Evangelho, Maria o vivenciava no dia a dia. Ela foi a primeira Pastorinha... Desejo ver as Pastorinhas sempre assim: unidas a Maria, primeira Pastorinha, no que diz respeito à vida interior de união com Jesus e com a ação apostólica” (So 78-79). 

 Pontos de reflexão 
– A virgindade do consagrado será fecunda se ele mantiver o coração indiviso que adere a Deus “com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças” (cf. Dt 6,4-5). Isso significa: 
• amar a Deus com todo o próprio ser, com coração indiviso: eis o voto de castidade; 
• amar a Deus, mesmo com a alma dilacerada, até à imolação total: eis o voto de obediência; 
• sacrificando a Deus todos os bens (= forças; mamon em aramaico): eis o voto de pobreza. 
– Somente assim a virgindade se torna fecunda, gerando a fé. O consagrado, por paradoxal que pareça, exerce a maternidade mais fecunda. Realiza um paralelo entre Dt 6,4-5 e Mt 13,18-22.
– Maria serve o divino Pastor; portanto, é a divina Pastora. As Pastorinhas devem aprender de Maria a pastoral, isto é, a divina arte de governar as almas. Cf. So 50, 68,74; PP I, 13-18; PP II, 8.77; FM 152-153.

Fonte: Catequese Paulina, p. 180-182

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Maria, discípula e mestra


“A nossa devoção a Jesus Divino Mestre será aperfeiçoada, se preparada e precedida pela devoção a Maria Mestra”. Assim exorta o Fundador em um opúsculo, que tem por título “Maria, Discípula e Mestra”, de 1959 (cf. CISP 1331-1351). 

Para a devoção a Jesus Caminho, Verdade e Vida, já Leão XIII, com a “Tametsi futura”, foi o inspirador do “carisma espiritual” do Fundador. Também sob este aspecto da nossa devoção a Maria, o Fundador se inspira em outra encíclica do mesmo papa: “Adjutricem populi christiani”: “...Com toda legitimidade, Maria deve ser considerada Mãe da Igreja, Mestra e Rainha dos Apóstolos. Para estes ela distribuiu também aqueles oráculos divinos que ela conservava em seu coração”. 
Papa Leão XIII
E o papa apresenta o magistério de Maria em três direções, que o Fundador desenvolve amplamente no opúsculo citado: 

a. A santidade do exemplo. Se quisermos nos conformar a Cristo e nos identificar com ele, o caminho mais fácil é Maria: – Pela sua fé: “És bem-aventurada, Maria, porque acreditaste”. 178 – Pela sua esperança: “Fazei tudo o que Ele vos mandar”. – Pela sua caridade: “Faça-se em mim segundo a tua vontade”. 

b. A eficácia de suas orações. 

c. A autoridade de seu conselho, porque Maria foi plena de graça e de sabedoria. 

“Se afirmamos ‘Por Maria a Jesus’, será igualmente digna a frase: ‘Por Maria Mestra a Jesus Mestre’” (cf. CISP 1331). 

Mas, o magistério de Maria tem autoridade, em razão do perfeito discipulado diante da Palavra, para a qual ela, com o seu “fiat”, deu o seu corpo; tanto que, como já se afirmou, a verdadeira grandeza de Maria não lhe é atribuída pela maternidade ou por outro privilégio, mas pelo fato de ter permanecido fiel e fecunda ouvinte da Palavra de Deus. Seguindo a trilha dos Santos Padres, João Paulo II o reafirma na “Catechesi Tradendae”: 

“Ela foi a primeira de seus discípulos; primeira no tempo, porque já quando o encontrou no Templo, ela recebe do Filho adolescente lições que conserva no coração; a primeira, sobretudo, porque ninguém jamais foi “ensinado por Deus” em semelhante grau de profundidade. Mãe e Discípula ao mesmo tempo, dizia dela Santo Agostinho, acrescentando com ênfase que, para ela, ser discípula foi mais importante do que ser mãe. Não foi sem razão que, na Sala Sinodal, foi afirmado de Maria que ela é um “catecismo vivo”, “mãe e modelo dos catequistas” (CT 73). 

O discipulado de Maria diz respeito especialmente à Palavra de Deus; é o próprio Jesus quem o reconhece referindo-se à sua mãe, quando uma mulher do povo declara “bem-aventurado” o seio que o amamentou: “Mais bem-aventurados são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática” (Lc 11,27). 

Não há dúvida, portanto, de que em Maria se encontram, de maneira profunda, os componentes de discipulado-magistério; colocar-nos em sua escola nos “obriga a reconhecer o seu fascínio, o seu estilo evangélico, o seu exemplo educador e transformador: é uma escola que nos torna cristãos” (Paulo VI, 8 de outubro de 1969). 

Pontos para reflexão 
– Penso que se possa afirmar de Maria o mesmo que se disse de Samuel: “Adquiriu autoridade porque o Senhor estava com ele, não permitindo que nenhuma de suas palavras ficasse perdida no vazio” (1Sm 3,19). Refletir sobre a importância desta escuta-obedecer é fundamental para um caminho de experiência de Deus. Cf. Mt 12,48-49; Mc 4, 33-34; Lc 5,2; 8,21; 11,27-28; Jo 2,22; 5,24.47; 8,31.47; 12,38; At 8,14; 11,1; 17,11; 1Ts 1,6; 2,13. 
– Padre Alberione desenvolveu um culto de adoração da Palavra; a esta ele reservava a mesma adoração devida à Eucaristia. São oportunos alguns pensamentos em “Lede as Sagradas Escrituras”: Cf. pp. 61-62; 101; 148-155; 264-265; 186-287; 340-341; 410-413. 
Fonte: Catequese Paulina, p. 177-179

sábado, 18 de maio de 2013

Maria é a Rainha dos Apóstolos


Modelo fundamental para quem é chamado a dar Jesus ao mundo, Maria é por isso Rainha, isto é, o nível mais alto e mais perfeito, a inspiradora e a protetora de toda missão apostólica e de qualquer grupo ou pessoa que entra no âmbito do apostolado. Os cuidados maternos de Maria se dirigem particularmente aos apóstolos – sacerdotes, religiosos/as e leigos/as consagrados – que na Igreja continuam sua missão de “dar Jesus ao mundo”. Mais ainda, torna-se conselheira, conforto, suscitadora de energias para todo este grupo de pessoas, como o foi para os apóstolos reunidos no Cenáculo, à espera do Espírito Santo: “Maria tem a tarefa de formar, apoiar, coroar os frutos dos apóstolos de todos os tempos” (CISP 579). 

Daí segue um convite muito forte para que se volte às fontes: “A primeira devoção que encontramos na Igreja é a devoção à Rainha dos Apóstolos, como se expressa no Cenáculo. Esta devoção se desvaneceu e se obscureceu com o transcorrer dos séculos. A vós, o doce encargo de reunir os fiéis em torno de Maria Rainha dos Apóstolos; a vós, o encargo de despertar esta devoção; a vós, realizar esta doce tarefa na Igreja. Significa despertar novamente os apostolados, incentivar as vocações. Voltemos às fontes. Aí nas fontes encontramos Maria Rainha dos Apóstolos” (HM VIII, 80). 

Neste mundo em que se multiplicam os problemas de toda espécie, devem ser multiplicados os apostolados, ou seja, as capacidades de intervenção e de comunicação de Cristo. Portanto, é “a hora da Rainha dos Apóstolos” (cf. UPS IV, 267-269). 

Assim sendo, a ela é confiada a missão de chamar apóstolos e de suscitar apostolados. Esta é a dinâmica mariana para o nosso tempo; e o Fundador aponta para isso quatro motivos: 

1. Maria realizou e realiza aquilo que é próprio de todos os apóstolos em conjunto; 
2. Maria tem a missão de formar, apoiar e coroar os frutos dos apóstolos de todos os tempos; 
3. por meio de Maria deve ser realizada a obra da cristianização do mundo; 
4. Maria, além dos apostolados gerais, exercitou e exercita estes particulares: 
• o apostolado da vida interior 
• o apostolado da oração 
• o apostolado do bom exemplo 
• o apostolado do sofrimento 
• o apostolado da palavra 
• o apostolado da ação (cf. CISP 578-581). 

Os frutos desta devoção serão muitos (cf. CISP 280); a todos nós, o compromisso de difundir o culto a Maria (cf. AE 203-204).

Pontos para reflexão 
– Esta dinâmica mariana, que se refere a Maria “Rainha dos Apóstolos”, torna-se sempre mais insistente e universal: Cf. AA 4, PO 18, AG 42, CT 72-73. 
– O Fundador insiste, em diversas partes dos seus escritos, sobre as razões pelas quais Maria é a Rainha dos Apóstolos. Cf. CISP 578-581; RdA 13s.; FM 69; HM VIII, 78. 177  

Fonte: Catequese Paulina, p. 174-176

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Família Paulina celebra a Rainha dos Apóstolos

A Família Paulina reúne-se, com o povo,  na solenidade de Maria Rainha dos Apóstolos, dia 18 de maio, sábado, às 8h, na Paróquia Santo Inácio, em São Paulo, para celebrar a Mãe.


Desde o início da Família Paulina, o bem-aventurado Tiago Alberione apresentou Maria como uma das devoções principais. 
Diz ele na História Carismática:


"Maria recebeu dupla anunciação: a do anjo Gabriel que lhe revelava a maternidade divina com relação a Jesus Cristo, e a anunciação de Jesus Cristo crucificado em relação ao seu corpo místico que é a Igreja.

Não se pode dar a este mundo pobre e orgulhoso nenhuma riqueza maior do que Jesus Cristo.

Maria deu ao mundo a graça em Jesus Cristo; e continua a oferecê-lo pelos séculos afora. Medianeira universal da graça, e nesta missão é nossa mãe. 

O mundo precisa de Jesus Cristo Caminho, Verdade e Vida.Ela o dá por meio dos apóstolos e dos apostolados. Ela os suscita, os forma, os assiste, e os coroa de frutos e de glória no céu."(AD 182).

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Maria é apóstola: deu Jesus ao mundo



“Ser-para-Cristo”: esta é a essência espiritual de Maria. Padre Alberione, organizador de obras apostólicas para tempos novos, perscruta atentamente, na Palavra de Deus, o sentido de “apostolado” e descobre em Maria a realização original e perfeita do objetivo apostólico específico de cada pessoa chamada: “gerar” e “formar” Cristo nas pessoas. 

Se o apostolado, em seu sentido integral, é gerar e fazer crescer o Cristo nos irmãos, Maria é a própria expressão do apostolado: ela gerou (= edidit) Cristo para o mundo. A partir dessa intuição, assume todo o seu valor o apostolado das edições, em sentido amplo: “Com o nome de ‘edição’ não entendemos apenas um livro; entendemos outras coisas. A palavra “edição” tem muitas conotações: edição do periódico, edição de quem prepara o script para o filme, de quem prepara o programa para a televisão, de quem prepara as mensagens a serem comunicadas por meio do rádio. ‘Edidit nobis Salvatorem’, diz a Liturgia. A Virgem nos deu o Salvador. Usa o verbo ‘edidit’” (Pr 1954, 137). 

1. Antes de tudo, Maria “sempre traz Jesus, como um ramo traz o fruto, oferecendo-o às pessoas” (CISP 38). Ela “irradia” Jesus. O verbo “irradiar” indica a 172 natureza do apostolado, que é sempre e acima de tudo “recepção”, “assimilação” e “testemunho” do Cristo anunciado e dado (RdA 17). Sabemos que isso tem para Maria um sentido muito mais profundo do que possa tê-lo para qualquer apóstolo e santo. Descrevendo o apóstolo, Padre Alberione delineia estas características: 

• é um santo que acumula tesouros, comunicando o excedente às pessoas; 
• traz Deus no próprio ser, irradiando-o em torno de si; 
• ama de tal modo a Deus e aos seres humanos que não pode guardar para si tudo o que sente e pensa; 
• ostensório que contém Jesus Cristo e expande uma luz inefável ao seu redor; 
• é um vaso de eleição que derrama, porque transbordante, e de cuja plenitude todos podem se beneficiar; 
• é um templo da Santíssima Trindade, a qual é extremamente operante; transpira Deus por todos os poros. 

E conclui: “Ora, com esse retrato, examinai a face de pessoas próximas ou distantes: reconheceis nelas o apóstolo? Em grau máximo, com inacessível semelhança, este é o rosto de Maria” (RdA 34-35). Agostinho chamará Maria de “forma Dei”: a sua maternidade é funcional e constitutiva para a Igreja de todos os tempos. 

2. Maria nos dá Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida. E no-lo dá todo inteiro. A sua ação não se esgota no “dar Jesus”, mas pretende formá-lo nas pessoas. 

Eis por que Maria “forma e alimenta o Corpo místico”, tornando-se, assim, o modelo de todo apostolado: “Maria nos deu Jesus: nele, todos os bens e o bem todo. Os santos e os corações apostólicos têm o apostolado dividido; Maria o possui todo inteiro. Ela é a apóstola universal no espaço, nos tempos, nos indivíduos. Os apostolados e os apóstolos agem em tempos e lugares próprios; Maria age sempre; age em todo lugar; e tudo chega até nós por meio de Maria. Esta é a sua vocação, a sua missão: dar Jesus Cristo” (RdA 20). 

Eis por que Padre Alberione, referindo-se ao ensinamento de São Pio X, afirma que por Maria será realizada a “cristianização do mundo”; este é o caminho “mais fácil e seguro” para a conversão de todos: não só enquanto anunciamos Maria, sempre e para todos, mas enquanto ela é acolhida na vida de cada um (RdA 24ss). 

Pontos para reflexão 
– A vida grita sempre mais forte do que as palavras que pronunciamos e do que as obras que fazemos. Portanto, o apóstolo primeiro é, e depois faz. Cf. Mt 4, 18-22: Mc 1,17: Lc 24,48: Jo 15,27; 20,21-23; At 4,33; 1Cor 3,5-15; 2Cor 12,12; Ef 6,19s.; Cl 1,25-29; 2Tm 1,11; 2,15.

 – No livro de Padre Alberione, Maria Rainha dos Apóstolos, encontramos numerosas descrições do apostolado de Maria: cf. as páginas 14, 20, 34-35, 88, 237, 251-253, 272; além disso, cf. UPS IV, 267-268; HM VIII, 78-79, 192-193; CISP 1044, 1476; Pr RA 229. 

sábado, 11 de maio de 2013

Maria, a mulher do equilíbrio



Qual a mensagem mariana fundante que nos foi legada por Padre Alberione? Além das quase 1700 páginas de celebração mariana e dos infindos rosários e orações a Maria, que revelam a sua profunda devoção, qual é o ensinamento fundamental que ele viveu e nos comunicou de sua devoção a Maria?

Para compreendê-lo, deve-se partir muito mais de sua vida e de sua missão, do que de suas páginas a respeito de Maria. E a consciência de sua missão foi clara e profunda: sentiu-se instrumento nas mãos de Deus até atingir a afirmação, durante o mês de Exercícios Espirituais de 1960: “A mão do Senhor está sobre mim, de 1900 a 1960. A vontade do Senhor se realizou, apesar da miséria de quem devia ser seu instrumento indigno e inapto” (UPS I, 374). 
Eis, então, um dos momentos típicos em que Padre Alberione tinha enfocado a sua mensagem essencial: “Para unir as duas vidas há grande obstáculo e dificuldades. Pode-se tender ao desequilíbrio! Tenhamos os olhos em São Paulo, em Maria e no Divino Mestre” (Pr SP 255). A inserção de Maria nesse contexto era uma indicação muito preciosa do sentido mariano em sua vida. 

Maria, juntamente com Cristo e São Paulo, apresentava- se a ele, consciente e maduro, como a síntese muito simples dos opostos. 
• Maria é virgem e mãe;
• é humilde e mais elevada do que qualquer criatura; 
• é serva do Senhor e está consciente de que todas as gerações a chamarão ‘bem-aventurada’; 
• é contemplação silenciosa da Palavra de Deus e é intensa iniciativa de serviço e de amor aos irmãos; 
• é uma pessoa do povo, desconhecida em Israel, e é a Rainha do mundo; 
• é a humilde e simples esposa do carpinteiro de Nazaré e está totalmente à sombra criadora do Espírito, que a torna instrumento imaculado para a vinda do Cristo, na plenitude dos tempos. 

Maria é “o grande sinal” que apareceu no céu da humanidade. No seu interior, Padre Alberione a tinha visto como o instrumento perfeito de Deus, portanto como o grande ideal de sua própria vida apostólica: “Maria corresponde perfeitamente à sua missão, à sua vocação e aos desígnios de Deus: grande segredo de mérito e de glória! Nós também temos uma vocação especial, e Deus se aproximou com tão grande quantidade de graças, que fomos obrigados a nos entregar” (MV 40). 

Eis, portanto, Maria intimamente presente no centro de sua personalidade de “instrumento de Deus”. Ele observou que também em Maria tudo se iniciara e se desenvolvera a partir desse centro. Por isso, deveria ter acontecido nela a indispensável composição das “duas vidas”, em equilíbrio perfeito: “A Santa Virgem soube acolher e conciliar em si os dois métodos de vida; soube unir os méritos, a glória destes dois gêneros de vida: foi a pessoa que esteve mais próxima do seu Filho, e ao mesmo tempo foi ela quem, mais que todos, agiu para dá-lo ao mundo” (IA I, 115). 

Pontos para reflexão 
– O problema perene é sempre o da síntese entre ação e contemplação; em breve, é melhor que a oração penetre na vida, ou que a vida seja inundada pela oração? Cf. Lc 2,51; 10,38-42; Jo 12,2ss; além disso, os capítulos 6, 7, 8 e 11 de “A Alma de todo Apostolado”, de Padre Chautard, EP, 1980. 

Fonte: Catequese Paulina, p. 168-170

sábado, 4 de maio de 2013

A devoção mariana do Padre Alberione

Da comunidade de Perugia
“A mãe nos tinha consagrado todos a Maria, Rainha das Flores, logo que nascemos”. Assim escrevia Padre Alberione em 1956, que tinha aprendido a amar profundamente a Maria, ainda no colo de sua mãe.
“Era fácil rezar a Maria quando éramos pequenos. Nossa mãe pegava nossas mãozinhas, colocava-as juntas e dizia: ‘Ave, Maria’; e nós, talvez um pouco distraídos, para dar alegria à mamãe, pronunciávamos as palavras. Quantas vezes, a mamãe nos terá levado à  Igreja, diante de Nossa Senhora, e nos terá consagrado a ela! Portanto, desde pequenos, com quatro ou cinco anos, já rezávamos a Maria” (Pr RA 117).
Depois da famosa noite de “luz”, começa o seu trabalho ascético de purificação, muito atormentado em seus primeiros anos. Esse tormento está gravado no “Diário” da juventude, que abrange exatamente os primeiros anos depois de reentrar no seminário. A salvação lhe vem de Maria: “E Maria: ‘fecit mihi magna qui potens est’. Como é bondosa esta Mãe! Quanto cuidado tem pelos infelizes!” (SC 4).

Nossa Senhora das Flores (Bra)
Educação em família

 A família em que Padre Alberione nasceu e foi educado, e as localidades em que transcorreu a sua adolescência e tomou as decisões fundamentais de sua  vida, o encaminharam, pois, a um contato com Maria, que ele não só não deixou diminuir, como também o desenvolveu plenamente com notável intensidade, que hoje o coloca entre os grandes devotos de Maria. A sua devoção mariana está ligada a três santuários:
Nossa Senhora da Moretta (Alba)

a. Santuário de Nossa Senhora das Flores, em Bra, onde foi consagrado pela sua mãe a Maria e onde assumiu
os primeiros compromissos com Maria (cf. MV 114).

b. Santuário de Nossa Senhora da Moretta, em  Alba: local da sua oração, quando clérigo e nos primeiros anos de sacerdócio (cf. HM VI, 47). Neste Santuário, especialmente, aconteceu a escolha definitiva de sua vida: o encaminhamento para sua missão específica na Igreja. Era o dia 12 de setembro de 1911 (cf. CISP 179).

c. Santuário “Rainha dos Apóstolos, obra monumental, fruto de uma promessa feita no início da Segunda Guerra Mundial: “Ó Maria, Mãe e Rainha dos Apóstolos, se salvardes a vida dos nossos e das nossas, construiremos aqui a igreja em louvor ao vosso nome”. Ele mesmo recordou esse fato a 8 de dezembro de 1954, dia conclusivo da dedicação do Santuário (cf. CISP 595s).


Santuário Rainha dos Apóstolos (Roma)

Maria na obra paulina

 Em sua obra de Fundador, afirmou, em diversas oportunidades, a presença insubstituível de Maria: “Maria é a Mãe dos Religiosos. Ela está na origem das instituições religiosas, como esteve no princípio da Igreja, antes de Pentecostes” (SVP 212). “Somente com Maria, um fundador pode conceber e iniciar uma instituição; é necessária uma soma tão grande de graças, que somente nela se pode esperar que seja fácil aquilo que por si mesmo é árduo e impossível” (RdA 276s).

Ele escreveu muitíssimo a respeito de Maria, mesmo que permaneça difícil, no conjunto de elementos que se seguem e que se repetem incessantemente sem ordem, construir um ensinamento lógico e progressivo. Em seus escritos existe um complexo de 1700 páginas de celebração mariana; deve-se, porém, partir sempre de sua vida e de sua missão, para compreender o seu pensamento mariano.
Padre Alberione foi sobretudo um homem de  intensa oração mariana. Sendo tantas as páginas de seus escritos, é incalculável o número de rosários recitados, especialmente depois de 1914, quando, já iniciada a primeira construção, foi atingido por estranha e aguda forma de artrose que não lhe permitiu, até à morte, dormir mais do que poucas horas por noite.
E continuou sempre assim, até os dias 25-26 de novembro de 1971, quando no fim da vida, com o seu já gasto rosário nas mãos, movia os lábios em ritmo incessante, expressão daquela oração contínua que se havia tornado a sua respiração e o seu sustento.


Pontos para reflexão
– A presença de Maria é insubstituível, não apenas na vida dos fundadores, mas também na vida dos simples cristãos e religiosos (HM VIII, 79, 94).
– Cf os documentos da Igreja LG 56, 63, 67 e PC 25; OT 8;
AG 42; Marialis Cultus, de Paulo VI (1974).

Fonte: Catequese paulina, p. 165-167

sexta-feira, 22 de março de 2013

A iconografia de Maria Rainha dos Apóstolos

O bem-aventurado Tiago Alberione sempre valorizou a imagem na comunicação. Pensou também  em expressões, reflexões, orações e numa imagem que expressasse a devoção a Maria Rainha dos Apóstolos.
Na nascente Família Paulina:
. 1919 - Iniciou a invocação de Maria com o título de Regina Apostolorum (Rainha dos Apóstolos)
. 1922 – No Livro de Orações: aparece a Oração Maria Imaculada e,  para se rezar aos Sábados, Coroazinha à Rainha dos Apóstolos
. 1923 - É encomendado o quadro de Ir. Cecilia Verra
. 1928 – É  lançado o  livro do Pe. Timóteo Giaccardo intitulado “Rainha dos Apóstolos”

Como invocar Maria?. “Em 1919, no dia 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, vieram a mim os seminaristas e jovens aspirantes para me pedir com qual título nós devemos invocar Maria, qual seria a nossa devoção […] já se havia pensado e rezado e, então, dei a resposta: invocar Maria com o título de “Regina Apostolorum”, para que sejam santificados os apóstolos e apóstolas, para que façam o bem às pessoas e depois, para que apóstolos e fiéis estejam todos juntos no céu”. (1964)
. Outubro de 1922
Pe.Alberione sugere o Rosário com os mistérios que recordam o título Rainha dos Apóstolos:
1º gozoso, 5º doloroso, 3º, 4º e 5º gloriosos.
E o título é enriquecido com os atributos de Mãe e Mestra.
Recorda Pe. Alberione:
Algumas imagens já existiam na arte cristã.  Maria entre os apóstolos Pedro e Paulo ( século IV)


Em 1845, S. Vincenzo Pallotti criou a imagem de “Rainha dos Apóstolos”, em tela, arte de Serafino Cesaretti. S. Vincenzo fez acrescentar no quadro duas mulheres, como sinal do apostolado leigo unido ao dos apóstolos e seus sucessores.

  Em 1919 já aparece na Arte Cristã a expressão desta devoção.



    Aparece numa página da oração Pelas Vocações – Diocese de Turim de 1920

Alberione pensa numa iconografia própria
  Em março de 1923,  decide criar uma imagem própria para a Família Paulina.
Foi-lhe apresentada a pintura de autoria da monja dominicana Ir. Cecilia Verra.
A realização do quadro não satisfaz plenamente Pe. Alberione… há alguma novidade,  mas “não descreve” meu pensamento sobre Maria Rainha dos Apóstolos.
  Em 1928,  Pe. Alberione escreve a Pe. Giaccardo: 
“[…]Procure uma imagem da Rainha dos Apóstolos. Creio que a pintura da irmã  é um tanto imperfeita.” 
  Em 1934 fez o projeto para um novo quadro.
Em 1934, manifesta também, o desejo de construir uma Igreja dedicada a Maria Rainha dos Apóstolos.
Em 1935 foi lhe apresentado o quadro de Giovanni Battista CONTI
Pe. Alberione quer visualizar o que significa para ele chamar Maria RAINHA DOS APÓSTOLOS
O novo quadro chegou à Casa Mãe, na Páscoa de 1935. Pe. Alberione viu nele uma ótima realização artística do conceito teológico-pastoral sobre a devoção à Rainha dos Apóstolos e exultou:
     «O quadro da “Rainha dos Apóstolos” chegou na Páscoa:  belo, devoto, grande.
E' obra do Prof. Conti.
 Agora serão feitas fotografias grandes, pequenas imagens, quadros para as várias Capelas."
(San Paolo 1935, n, 14 abril - UCAS 1935-junho).

Com o título “O novo quadro da “Rainha dos Apóstolos”,  no boletim “San Paolo” do mês de maio de 1935, o Fundador faz uma admirável síntese da sua mariologia:
Caríssimos,
 Diante da nossa Mãe, Mestra, Rainha é espontâneo repetir:
 “Mostra-nos, depois deste exílio, Jesus, o fruto bendito de teu seio,
ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria”
Numa intensa luz, Maria cumpre seu apostolado:  dar Jesus ao Pai, aos homens, ao céu.
Deus Jesus Cristo à terra…
Apresentou Jesus aos pastores , chamados os primeiros junto ao berço do Salvador, representando o povo humilde, herdeiro das promessas divinas…
Apresentou Jesus a S. José, seu fiel esposo e pai adotivo de Jesus. 
Apresentou Jesus a S. João Batista…
Apresentou Jesus aos pagãos, representados pelos Magos, vindos a Belém…
Apresentou Jesus ao templo, oferecendo o Menino, Vítima digna e Sacerdote eterno ...
Apresentou Jesus aos Egípcios, que levou no exílio…
Apresentou Jesus a Nazaré, exemplo perfeito de vida escondida, modelo de todas as virtudes individuais, domésticas, sociais, religiosas e civis.
Conduziu-o ao templo e o apresentou como Sabedoria do Pai aos Doutores…
Apresentou Jesus aos apóstolos nas bodas de Caná… onde fez antecipar
a hora de manifestar-se fazendo o milagre da transformação da água em vinho…
Apresentou Jesus crucificado, salvação do mundo inteiro …
Apresentou Jesus ao Pai no dia da Ascensão…
Deu, pela sua oração, o “espírito de Jesus” aos Apóstolos e à Igreja nascente.
Ela nos mostrará Jesus no nosso ingresso no paraíso… 
Maria dá sempre Jesus, como um ramo que sempre o leva
e o oferece aos homens: sofredor, glorioso, eucarístico: caminho, verdade e vida dos homens.
É a Apóstola de Jesus: não com palavras somente, mas de mente, vontade e coração".
Postal divulgado em 1936
Postal divulgado em 1938
  Em 1947 é publicado o livro de Pe. Alberione Maria Rainha dos Apóstolos

   O Templo dedicado à Rainha dos Apóstolos, inaugurado em 1954
Hoje,
Santuário Basílica Rainha dos Apóstolos, Via A. Severo 56, Roma.
Em pintura no teto do Templo, Alberione fez expressar os dogmas marianos:
Mãe de Deus (Celestino I – 431)
Maria sempre virgem - (Martino I – 649)
 Maria Assunta ao céu – (Pio XII – 1950)
 
Santuário/ Roma
No final de 1954, estava sendo acabada a construção do Santuário Basílica da Rainha dos Apóstolos
em Roma, consagrado e aberto ao culto no dia 30 de novembro.
Numa hora de adoração, no final de 1954, o bem-aventurado Tiago Alberione entregou a Maria o Santuário, como agradecimento à Virgem pela proteção durante a guerra, e fez esta oração:
"Tu, ó Maria, tens uma missão social:
Primeiro: santificaste uma casa, domicílio das virtudes domésticas:
guarda a primeira sociedade que é a falia.
Segundo: deste início à vida religiosa, com o voto de virgindade e a obserncia de uma perfeita obediência e pobreza:
guar­da a sociedade religiosa.
Terceiro: carregaste nos braços a Igreja nascente, sociedade sobrenatural instituída pelo teu Filho Jesus: guarda a Igreja.
Quarto: a ti foi confiada a humanidade, da qual és mãe espiritual e que deve irmanar-se numa sociedade supranacional: graças a Ti, se unem os homens na verdade, caridade, justiça:
guarda a Sociedade das Nações.
Quinto: Em Jesus Cristo és a Mãe da civi­lização, que brota do Evangelho e se realiza na obra da Igreja: guarda a verdadeira civi­lização".

Esta mariologia social do bem-aventurado Alberione pode constituir um vasto hori­zonte para que os leigos, nas pegadas de Mria, situem a própria missão profética, real e sacerdotal, desde a santificação das falias até o compromisso para que desabroche a civilização que brota do Evangelho.