terça-feira, 26 de novembro de 2013

Rezamos com o papa Francisco


Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
acolhestes o Verbo da vida
na profundidade da vossa fé humilde,
totalmente entregue ao Eterno,
ajudai-nos a dizer o nosso «sim»
perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.
Vós, cheia da presença de Cristo,
levastes a alegria a João o Batista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascesse a Igreja evangelizadora.
Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida
que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
para que chegue a todos
o dom da beleza que não se apaga.
Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
Mãe do amor, esposa das núpcias eternas
intercedei pela Igreja, da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão,
do serviço, da fé ardente e generosa,
da justiça e do amor aos pobres,
para que a alegria do Evangelho
chegue até aos confins da terra
e nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivente,
manancial de alegria para os pequeninos,
rogai por nós.
Amém. Aleluia!

 Papa Francisco

Leia Evangelii Gaudium, exortação apostólica do papa Francisco em
http://paulinascomunica.blogspot.com    Evangelii Gaudium

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Conheça os Blogs Paulinas





Conheça, acompanhe e divulgue os Blogs Paulinas:

Mestra Tecla Merlo
http://mestrateclamerlo.blogspot.com

Leitura Orante
http://leituraorantedapalavra.blogspot.com

Vocacional
http://www.blogpaulinas.blogspot.com

Casa de Oração
http://paulinascoracao.blogspot.com

Nos Passos de Paulo
http://www.nospassosdepaulo.com.br

Cristo em Vós
http://viverecomunicarcristo.blogspot.com

Revista Família Cristã
http://revistafamiliacrista.blogspot.com/

Testemunhas
http://testemunhasdoreino.blogspot.com/

Paulinas Comunica
http://paulinascomunica.blogspot.com.br/

Rainha dos Apóstolos
http://mariarainhadosapostolos.blogspot.com.br/

Catequese
http://comunicacatequese.blogspot.com/

Foco
http://www.focandovida.blogspot.com.br/

Carisma Paulino
http://carismapaulino.blogspot.com.br/

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Maria, mãe das vocações


Durante toda a vida, Padre Alberione chamou a atenção para o problema vocacional que ele considerava “o maior problema do mundo”. Ele movimentou todas as forças possíveis em torno deste problema fundamental, chamando para esta causa Maria, que se torna assim, a três títulos: “Mãe de todas as vocações”.  

1. Aceitou e viveu bem a própria vocação: “Aprender a aceitar a vontade de Deus, a aceitar a vocação. Maria compreendia que este seu Filho seria morto na cruz e que ela sofreria muito. Aceitar a vocação: aceita-se a vocação cada dia. Recitar a fórmula é um minuto, mas aceitá-la com os fatos é mais difícil” (Pr RA 185). 

2. Cuidou da mais bela vocação: “Maria acolheu, nutriu, acompanhou a mais bela vocação, Jesus. Assistiu- o até à morte e o apresentou na Ascensão” (PP II, 66). 

3. Cuidou e cuidará, em todos os tempos, de todas as vocações: “Nas boas vocações, Maria está presente, escolhendo as belas flores do jardim da Igreja e levando-as a Jesus” (UPS IV, 272). 

Sempre atento às necessidades apostólicas da Igreja, Padre Alberione compreendeu que o problema 184 das vocações era “um problema fundamental e vitalíssimo” (CISP 110, 736), “o problema número um” (CISP 176), “o mais urgente e o mais difícil” (CISP 1028). A sua resposta se concretizou mediante uma tríplice intervenção: 

1. Com a fundação do Instituto Rainha dos Apóstolos para as vocações, cujo escopo é ajudar os jovens no amadurecimento de sua vocação: “Para as vocações, Maria é Mãe, Mestra e Rainha, por sua própria especialíssima vocação. Suscitar grande número de almas apostólicas, dando-lhes Maria como condutora! Eis o ideal que está nos desígnios de Deus e que está de acordo com o Coração de Jesus Mestre” (HM VIII, 68-69). 

2. Com a União primária “Oração, sofrimento e caridade por todas as vocações”, sob a proteção de Maria Rainha dos Apóstolos. 

3. Com a construção do Santuário da Rainha dos Apóstolos como centro de oração e de interesse pelas vocações. 

Pontos para reflexão 
• Os meios para uma eficaz pastoral vocacional, indicados pelo Fundador, são três:
– oração;
– viver em plenitude e alegria a própria vocação;
– ação externa pelas vocações (cf. Pregações para as Pias Discípulas, em 1963, n. 110-113).

Fonte: Catequese Paulina, p. 183-184

sábado, 25 de maio de 2013

Maria, Virgem e Mãe


Se, na visão de Maria Apóstola, Padre Alberione vê a função das Filhas de São Paulo associadas de perto ao apostolado sacerdotal, na função de Maria Virgem e Mãe ele vê a presença específica das Pias Discípulas e das Irmãs Pastorinhas, cujo serviço é colocado ao lado do homem-sacerdote-apóstolo. Coloca em ação a prática do colégio apostólico, no qual Maria e as mulheres desenvolviam uma parte indispensável de presença, de conforto, de oração, de maternidade e de amparo. 

A indissolubilidade, que liga Maria à Igreja, foi uma redescoberta do Concílio Vaticano II, no qual Maria é considerada “Virgem e Mãe de Cristo e de todos os viventes” (LG 63). É um conceito proveniente da teologia patrística e da tradição das Igrejas primitivas e que é retomado na teologia joanina sobre Maria. 

Se “pela sua fé e obediência Maria gerou neste mundo o próprio Filho de Deus, sem contato com homem, mas recoberta pela força do Espírito Santo, como nova Eva, acreditando não na antiga serpente, mas sem nenhuma hesitação no mensageiro de Deus...” coopera com amor de mãe “para a regeneração e formação dos filhos de Deus” (LG 63), assim também a Igreja – sobretudo hierárquica e a parte formada pelos consagrados – “é ao mesmo tempo mãe e virgem: é mãe pelo sentido do amor, é virgem na integridade da fé devota. 
Ela gera povos, que são, porém, membros de uma só pessoa, da qual ela é ao mesmo tempo corpo e esposa, também nisso comparável àquela única Virgem Maria, porque esta, entre tantos, é a mãe da unidade” (Santo Agostinho, Sermão 192; PL 38, 1012 D). 

Eis, pois, as características profundas da virgindade- maternidade de Maria: 

a. Virgem em atitude de escuta, 
b. Virgem Mãe, 
c. Virgem em oração, 
d. Virgem em atitude de oferta. 

Essas características são ressaltadas no documento “Marialis cultus” de Paulo VI (nn. 16-22). 

A virgindade e a maternidade de Maria qualificam, em síntese, a vida de Maria como serviço. Padre Alberione demonstra tê-lo compreendido muito bem quando define o apostolado: “Ser virgens e mães. E quanto mais formos puros ou purificados, tanto mais se realizará o apostolado de Maria, tornado atual e eficaz”. 

Nesse serviço, ele vê Maria como primeira “pia discípula”: “Maria, fidelíssima à sua missão, começou de imediato a viver como pia discípula do exercício sacerdotal na Igreja nascente” (IA III, 96-97). 

Não somente isso, mas também como primeira “pastorinha”: “A primeira a cooperar com o ministério pastoral de Jesus foi Nossa Senhora. Se Jesus pregava o Evangelho, Maria o vivenciava no dia a dia. Ela foi a primeira Pastorinha... Desejo ver as Pastorinhas sempre assim: unidas a Maria, primeira Pastorinha, no que diz respeito à vida interior de união com Jesus e com a ação apostólica” (So 78-79). 

 Pontos de reflexão 
– A virgindade do consagrado será fecunda se ele mantiver o coração indiviso que adere a Deus “com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças” (cf. Dt 6,4-5). Isso significa: 
• amar a Deus com todo o próprio ser, com coração indiviso: eis o voto de castidade; 
• amar a Deus, mesmo com a alma dilacerada, até à imolação total: eis o voto de obediência; 
• sacrificando a Deus todos os bens (= forças; mamon em aramaico): eis o voto de pobreza. 
– Somente assim a virgindade se torna fecunda, gerando a fé. O consagrado, por paradoxal que pareça, exerce a maternidade mais fecunda. Realiza um paralelo entre Dt 6,4-5 e Mt 13,18-22.
– Maria serve o divino Pastor; portanto, é a divina Pastora. As Pastorinhas devem aprender de Maria a pastoral, isto é, a divina arte de governar as almas. Cf. So 50, 68,74; PP I, 13-18; PP II, 8.77; FM 152-153.

Fonte: Catequese Paulina, p. 180-182

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Maria, discípula e mestra


“A nossa devoção a Jesus Divino Mestre será aperfeiçoada, se preparada e precedida pela devoção a Maria Mestra”. Assim exorta o Fundador em um opúsculo, que tem por título “Maria, Discípula e Mestra”, de 1959 (cf. CISP 1331-1351). 

Para a devoção a Jesus Caminho, Verdade e Vida, já Leão XIII, com a “Tametsi futura”, foi o inspirador do “carisma espiritual” do Fundador. Também sob este aspecto da nossa devoção a Maria, o Fundador se inspira em outra encíclica do mesmo papa: “Adjutricem populi christiani”: “...Com toda legitimidade, Maria deve ser considerada Mãe da Igreja, Mestra e Rainha dos Apóstolos. Para estes ela distribuiu também aqueles oráculos divinos que ela conservava em seu coração”. 
Papa Leão XIII
E o papa apresenta o magistério de Maria em três direções, que o Fundador desenvolve amplamente no opúsculo citado: 

a. A santidade do exemplo. Se quisermos nos conformar a Cristo e nos identificar com ele, o caminho mais fácil é Maria: – Pela sua fé: “És bem-aventurada, Maria, porque acreditaste”. 178 – Pela sua esperança: “Fazei tudo o que Ele vos mandar”. – Pela sua caridade: “Faça-se em mim segundo a tua vontade”. 

b. A eficácia de suas orações. 

c. A autoridade de seu conselho, porque Maria foi plena de graça e de sabedoria. 

“Se afirmamos ‘Por Maria a Jesus’, será igualmente digna a frase: ‘Por Maria Mestra a Jesus Mestre’” (cf. CISP 1331). 

Mas, o magistério de Maria tem autoridade, em razão do perfeito discipulado diante da Palavra, para a qual ela, com o seu “fiat”, deu o seu corpo; tanto que, como já se afirmou, a verdadeira grandeza de Maria não lhe é atribuída pela maternidade ou por outro privilégio, mas pelo fato de ter permanecido fiel e fecunda ouvinte da Palavra de Deus. Seguindo a trilha dos Santos Padres, João Paulo II o reafirma na “Catechesi Tradendae”: 

“Ela foi a primeira de seus discípulos; primeira no tempo, porque já quando o encontrou no Templo, ela recebe do Filho adolescente lições que conserva no coração; a primeira, sobretudo, porque ninguém jamais foi “ensinado por Deus” em semelhante grau de profundidade. Mãe e Discípula ao mesmo tempo, dizia dela Santo Agostinho, acrescentando com ênfase que, para ela, ser discípula foi mais importante do que ser mãe. Não foi sem razão que, na Sala Sinodal, foi afirmado de Maria que ela é um “catecismo vivo”, “mãe e modelo dos catequistas” (CT 73). 

O discipulado de Maria diz respeito especialmente à Palavra de Deus; é o próprio Jesus quem o reconhece referindo-se à sua mãe, quando uma mulher do povo declara “bem-aventurado” o seio que o amamentou: “Mais bem-aventurados são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a colocam em prática” (Lc 11,27). 

Não há dúvida, portanto, de que em Maria se encontram, de maneira profunda, os componentes de discipulado-magistério; colocar-nos em sua escola nos “obriga a reconhecer o seu fascínio, o seu estilo evangélico, o seu exemplo educador e transformador: é uma escola que nos torna cristãos” (Paulo VI, 8 de outubro de 1969). 

Pontos para reflexão 
– Penso que se possa afirmar de Maria o mesmo que se disse de Samuel: “Adquiriu autoridade porque o Senhor estava com ele, não permitindo que nenhuma de suas palavras ficasse perdida no vazio” (1Sm 3,19). Refletir sobre a importância desta escuta-obedecer é fundamental para um caminho de experiência de Deus. Cf. Mt 12,48-49; Mc 4, 33-34; Lc 5,2; 8,21; 11,27-28; Jo 2,22; 5,24.47; 8,31.47; 12,38; At 8,14; 11,1; 17,11; 1Ts 1,6; 2,13. 
– Padre Alberione desenvolveu um culto de adoração da Palavra; a esta ele reservava a mesma adoração devida à Eucaristia. São oportunos alguns pensamentos em “Lede as Sagradas Escrituras”: Cf. pp. 61-62; 101; 148-155; 264-265; 186-287; 340-341; 410-413. 
Fonte: Catequese Paulina, p. 177-179

sábado, 18 de maio de 2013

Maria é a Rainha dos Apóstolos


Modelo fundamental para quem é chamado a dar Jesus ao mundo, Maria é por isso Rainha, isto é, o nível mais alto e mais perfeito, a inspiradora e a protetora de toda missão apostólica e de qualquer grupo ou pessoa que entra no âmbito do apostolado. Os cuidados maternos de Maria se dirigem particularmente aos apóstolos – sacerdotes, religiosos/as e leigos/as consagrados – que na Igreja continuam sua missão de “dar Jesus ao mundo”. Mais ainda, torna-se conselheira, conforto, suscitadora de energias para todo este grupo de pessoas, como o foi para os apóstolos reunidos no Cenáculo, à espera do Espírito Santo: “Maria tem a tarefa de formar, apoiar, coroar os frutos dos apóstolos de todos os tempos” (CISP 579). 

Daí segue um convite muito forte para que se volte às fontes: “A primeira devoção que encontramos na Igreja é a devoção à Rainha dos Apóstolos, como se expressa no Cenáculo. Esta devoção se desvaneceu e se obscureceu com o transcorrer dos séculos. A vós, o doce encargo de reunir os fiéis em torno de Maria Rainha dos Apóstolos; a vós, o encargo de despertar esta devoção; a vós, realizar esta doce tarefa na Igreja. Significa despertar novamente os apostolados, incentivar as vocações. Voltemos às fontes. Aí nas fontes encontramos Maria Rainha dos Apóstolos” (HM VIII, 80). 

Neste mundo em que se multiplicam os problemas de toda espécie, devem ser multiplicados os apostolados, ou seja, as capacidades de intervenção e de comunicação de Cristo. Portanto, é “a hora da Rainha dos Apóstolos” (cf. UPS IV, 267-269). 

Assim sendo, a ela é confiada a missão de chamar apóstolos e de suscitar apostolados. Esta é a dinâmica mariana para o nosso tempo; e o Fundador aponta para isso quatro motivos: 

1. Maria realizou e realiza aquilo que é próprio de todos os apóstolos em conjunto; 
2. Maria tem a missão de formar, apoiar e coroar os frutos dos apóstolos de todos os tempos; 
3. por meio de Maria deve ser realizada a obra da cristianização do mundo; 
4. Maria, além dos apostolados gerais, exercitou e exercita estes particulares: 
• o apostolado da vida interior 
• o apostolado da oração 
• o apostolado do bom exemplo 
• o apostolado do sofrimento 
• o apostolado da palavra 
• o apostolado da ação (cf. CISP 578-581). 

Os frutos desta devoção serão muitos (cf. CISP 280); a todos nós, o compromisso de difundir o culto a Maria (cf. AE 203-204).

Pontos para reflexão 
– Esta dinâmica mariana, que se refere a Maria “Rainha dos Apóstolos”, torna-se sempre mais insistente e universal: Cf. AA 4, PO 18, AG 42, CT 72-73. 
– O Fundador insiste, em diversas partes dos seus escritos, sobre as razões pelas quais Maria é a Rainha dos Apóstolos. Cf. CISP 578-581; RdA 13s.; FM 69; HM VIII, 78. 177  

Fonte: Catequese Paulina, p. 174-176